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Todos os destinos da Azul estão sendo vendidos com opção de não despachar bagagem

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Nos voos de Ponta Grossa para Campinas é possível comprar passagens por apenas R$ 49,90, sem a taxa de embarque.

A companhia Azul incluiu nesta terça-feira (20/06) em seu site a tarifa Azul que prevê passagens mais baratas em todos os destinos nacionais sem a gratuidade no despacho das bagagens. Até a última segunda-feira apenas alguns destinos estavam com essa opção de compra dos bilhetes sem a franquia de bagagem.

Nos voos de Ponta Grossa (PR) para Campinas (SP) quem optar pela tarifa Azul vai pagar pelos bilhetes ou R$ 49,90. Já um bilhete do Rio de Janeiro (Santos Dumont) para Guarulhos (SP) você pode comprar as passagens por R$ 69,90. A pesquisa foi feita para viagem no mês de agosto.

Na tarifa MaisAzul o passageiro poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada. Nessa modalidade, se o você mudar de ideia, poderá incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, por R$ 30. Todo passageiro pode levar de graça na cabine da aeronave uma mala de até 10 quilos. Essa regra da ANAC vale para todas as companhias aéreas.

 

PASSAGEM DE PONTA GROSSA PARA CAMPINAS POR R$ 49,90 SEM O DESPACHO DE BAGAGEM. GARANTA AQUI

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Vai um lanchinho? LATAM vai cobrar pelo serviço de bordo

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Companhia pretende iniciar novo serviço em três semanas. Os produtos poderão ser adquiridos de forma avulsa com preços a partir de R$ 4,00, ou por meio de um dos combos, oferecidos a partir de R$ 14,00

A LATAM Airlines Brasil estreará um novo serviço de bordo para compra de bebidas e alimentos nos voos domésticos no país, inclusive nas viagens mais curtas, de até uma hora de duração. Batizado de “Mercado LATAM”, o serviço no Brasil contará com um cardápio de 52 produtos de excelente qualidade, com alternativas para os mais variados gostos e preferências. LATAM pretende iniciar novo serviço entre final de junho e início de julho.

Os produtos poderão ser adquiridos de forma avulsa com preços a partir de R$ 4,00, ou por meio de um dos combos, oferecidos a partir de R$ 14,00.   Assim como aconteceu na Colômbia, no Peru, no Chile e na Argentina, o Mercado LATAM leva em consideração as regionalidades e preferências gastronômicas de cada país para a seleção de produtos locais, respeitando os hábitos dos passageiros, considerando o que eles já estão acostumados a consumir em diferentes momentos e ocasiões do cotidiano, seja a lazer ou a trabalho.

No Brasil, foram incluídos produtos tipicamente nacionais, como o brigadeiro, o bolo de banana, entre outras opções, todas já reconhecidas e adaptadas ao país.   O Mercado LATAM será implementado gradualmente nas rotas domésticas da companhia no Brasil. A previsão é de que o cardápio seja renovado duas vezes ao ano, com manutenção dos produtos mais bem aceitos e melhor avaliados pelos clientes.

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A oferta de comida fresca também é ampla: sanduíches, wraps, saladas e diversas alternativas para o café da manhã, bebidas quentes e frias, snacks salgados e doces, menu para crianças, vegetarianos, veganos, comida kosher, opções para celíacos e pessoas com intolerância à lactose, um bar com espumante, vinhos e cervejas, entre outros, que poderão ser adquiridos com pagamento em dinheiro ou no cartão de crédito – Visa ou Mastercard.

Esta nova forma de viajar traz muito mais liberdade para o cliente decidir como quer voar, pagando pelos serviços adicionais que quiser e selecionando a tarifa que se ajuste melhor às suas necessidades. Com isso, esperamos que mais clientes possam começar a voar, ampliando dessa forma o acesso ao transporte aéreo, com tarifas mais econômicas, além de mais e melhores opções para o passageiro”, explica Cadier. “O Grupo projeta ampliar em 50% a quantidade de passageiros transportados até 2020, consolidando o avião como um meio de transporte massivo na região e estimulando o crescimento econômico dos mercados onde opera.”

Novos perfis de tarifas

A compra de passagens aéreas domésticas da LATAM Airlines Brasil seguirá um novo modelo de perfis tarifários, com mais flexibilidade para o consumidor escolher e pagar apenas pelos serviços e benefícios que realmente deseja adquirir na sua viagem.  São quatro opções de perfil de tarifas: Promo, Light, Plus e Top. No momento da compra, o consumidor terá a liberdade de optar por diferentes perfis de tarifas, selecionando aquele que mais se adequa à sua necessidade.

Além disso, caso o cliente escolha um perfil de tarifa que não inclui o despacho de bagagem, ele poderá adquirir o serviço separadamente a qualquer momento.   A tabela a seguir mostra quais serão os perfis de tarifas domésticas da LATAM e seus respectivos pacotes de benefícios inclusos: Durante o lançamento, o serviço de reserva de assento estará disponível em caráter promocional para as tarifas Promo e Light.
 
Compra antecipada da primeira bagagem doméstica a partir de R$ 30,00

A cobrança da primeira bagagem em voos domésticos da LATAM no Brasil será de R$ 30,00 para compras antecipadas, feitas no momento da emissão do bilhete. Para compras feitas a qualquer momento antes do voo, pelo site LATAM.com, call center, agências, aplicativo LATAM ou durante o web check-in, o valor será de R$ 50,00. Já para as compras feitas no balcão de check-in, lojas ou totens de aeroportos, o valor será de R$ 80,00.

Todas estas alterações serão feitas de forma gradual ao longo das próximas três semanas para que os passageiros possam conhecer e se adaptar à nova forma de viajar da LATAM.

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1 Valor válido para compra de bagagem junto com o bilhete em qualquer canal de venda – canais digitais, Call Center, lojas de aeroporto e agências de viagem. Demais valores variam de acordo com o canal de compra.

2 Promocionalmente gratuito para as tarifas Promo e Light

3 O valor do Espaço+ varia de acordo com a rota

4 Sujeito à disponibilidade

5 Para alterações se aplica a condição de cada tarifa. Exemplo: se o passageiro escolher uma tarifa Promo ou Light para o voo de ida e uma Plus ou Top para o voo de volta, poderá remarcar somente o retorno. As tarifas Promo e Light não permitem alterações.

6 Para reembolso se aplica a condição da tarifa mais restritiva dos voos selecionados. Exemplo: se o passageiro escolher uma tarifa Plus ou Top para o voo de ida e uma tarifa Promo ou Light para o voo de volta, não será possível o reembolso do bilhete.

ENCONTRE AQUI AS OFERTAS DA LATAM

Conheça as novas regras da Gol para as bagagens despachadas

Em todas as companhias aéreas os passageiros podem levar de graça uma bagagem de até 10 quilos na cabine da aeronave. Medidas entram em vigor em 20/06.

 

A partir de 20 de junho a Gol irá disponibilizar em seus canais de vendas uma nova tarifa mais econômica, chamada Light, para quem não precisar despachar bagagens. Em todas as companhias aéreas os passageiros podem levar de graça uma bagagem de até 10 quilos na cabine da aeronave.

As atuais tarifas Programada e Flexível continuam a incluir, sem custo, uma bagagem de até 23 quilos; e a classe Gol Premium, disponível apenas nos voos internacionais, dois volumes do mesmo peso.

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Caso o cliente que adquiriu o bilhete da tarifa Light, após a compra, tome a decisão de despachar bagagem, esse serviço poderá ser contratado à parte, e haverá um desconto para aquisição nos canais de autoatendimento, como site www.voegol.com.br, aplicativo e totem.

Nos voos nacionais, o valor para despachar uma mala de até 23kg será de R$ 30, quando adquirida nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens; ou R$ 60 no balcão de check-in. Nos voos internacionais, o valor será equivalente a US$ 10 no autoatendimento e agências de viagens, e US$ 20 no balcão.

Cliente Smiles

Os clientes dos programas de fidelidade Smiles Prata, Ouro e Diamante terão benefícios especiais: uma, duas ou até três malas, respectivamente, sempre que voarem Gol. Para um cliente se tornar Prata, por exemplo, é necessário apenas ter 10 trechos voados na Gol, considerando inclusive conexões, uma forma rápida e fácil de ter a primeira bagagem grátis por um ano.

Redução do valor do excesso de bagagem

O excesso de peso, hoje calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, será mais econômica e de fácil entendimento. O cliente pagará apenas por cada quilo adicional que custará R$12 nos voos domésticos e o equivalente a US$4 nos internacionais.

ENCONTRE AQUI O SITE DA GOL

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ANAC aprova o fim da franquia de bagagem nos voos nacionais e internacionais

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou na manhã desta terça-feira (13/12) a revisão das Condições Gerais de Transporte (CGT)

A partir de 14 de março acaba a franquia de bagagem nos voos nacionais e internacionais. Pelas regras atuais os passageiros dos voos domésticos têm direito a despachar gratuitamente uma mala de 23 quilos. Já os passageiros dos voos internacionais podem despachar até duas malas de 32 quilos cada.

Outra mudança importante é o aumento de cinco para 10 quilos a franquia gratuita da bagagem de mão. A partir de março de 2017 as companhias aéreas serão obrigadas a informar o valor final dos bilhetes já com as taxas.

Algumas companhias, como a LATAM, prometem oferecer ao passageiro a opção de comprar um bilhete sem o serviço de bordo ou despacho de bagagem. Será que o valor das passagens será reduzido? Estamos na torcida para que isso ocorra.

Também foi aprovada a desistência da compra das passagens sem taxa em até 24 horas. A correção gratuita do nome do passageiro no bilhete, caso ocorra erro na hora do preenchimento dos dados, também está entre os itens aprovados.

Outra decisão importante é sobre o extravio de bagagens. A partir de março prazo foi reduzido de 30 para 7 dias para os voos domésticos. O reembolso ou estorno das passagens deve ser feito em até 7 dias da solicitação. Atualmente esse prazo é de 30 dias.

As companhias aéreas poderão estipular franquias menores de bagagem e, em contrapartida, oferecer passagens mais baratas aos consumidores. A mudança nas regras de bagagem deve impactar principalmente as passagens aéreas promocionais, mais baratas – como já acontece atualmente, por exemplo, nas companhias low-cost (baixo custo) americanas e europeias.

O custo da taxa de cancelamento ou remarcação não poderá exceder o valor da passagem, hoje as multas e taxas de alteração podem exceder o valor pago pelo bilhete.

ANTES DO VOO

INFORMAÇÕES SOBRE A OFERTA DO VOO
A companhia deverá informar de forma resumida e destacada, antes da compra da passagem:
• O valor total (preço da passagem mais as taxas) a ser pago em moeda nacional
• Regras de cancelamento e alteração do contrato com eventuais penalidades
• Tempo de escala e conexão e eventual troca de aeroportos
• Regras de franquia de bagagem despachada e o valor a ser pago em caso de excesso de bagagem

CORREÇÃO DE NOME NA PASSAGEM AÉREA
• O erro no nome ou sobrenome deverá ser corrigido pela empresa aérea, sem custo, por solicitação do passageiro, até três horas antes do horário do voo originalmente contratado
• No caso de erro no nome em voo internacional interline (prestado por mais de uma empresa aérea), os custos da correção poderão ser repassados ao passageiro

QUEBRA CONTRATUAL E MULTA POR CANCELAMENTO
• Proibição de multa superior ao valor da passagem
• A tarifa de embarque e demais taxas aeroportuárias ou internacionais deverão ser integralmente reembolsadas ao passageiro
• Empresa deve oferecer opção de passagem com regras flexíveis, garantindo até 95% de reembolso

DIREITO DE DESISTÊNCIA DA COMPRA DA PASSAGEM
• O passageiro poderá desistir da compra da passagem até 24h depois do recebimento do comprovante da passagem, sem ônus, desde que essa aquisição ocorra com antecedência mínima de 7 dias da data do voo

ALTERAÇÃO PROGRAMADA PELA TRANSPORTADORA
• As alterações programadas deverão ser sempre informadas aos passageiros
• Quando a mudança do horário ocorrer com menos de 72 horas do horário do voo ou for superior a 30 minutos (voos domésticos) e a 1 hora (voos internacionais) em relação ao horário inicialmente contratado e caso o passageiro não concorde, a empresa aérea deverá oferecer reacomodação em transportadora congênere, sem ônus, ou reembolso integral.
• Se a empresa aérea não avisar a tempo de evitar que o passageiro compareça ao aeroporto, deverá prestar assistência material e reacomodar o passageiro na primeira oportunidade em voo próprio ou de outra empresa.

FRANQUIA DE BAGAGEM
• Bagagem despachada: as franquias são liberadas. O passageiro passa a ter liberdade de escolha e mais opções de serviço, conforme sua conveniência e necessidade. A norma não acaba com as franquias de bagagem, mas permitirá que diferentes modelos de negócio (como o das empresas low cost) sejam aplicados no Brasil, no interesse dos passageiros que buscam passagens a menores preços.
• Bagagem de mão: franquia aumenta de 5kg no máximo para 10kg no mínimo (observados limites da aeronave e a segurança do transporte)

DURANTE O VOO
Procedimento para declaração especial de valor de bagagem
• O passageiro deve informar o transportador se carrega na bagagem despachada bens de valor superior a 1.131 DES*. Neste caso, a empresa poderá cobrar valor suplementar ou seguro

VEDAÇÃO DO CANCELAMENTO AUTOMÁTICO DO TRECHO DE RETORNO
• O não comparecimento do passageiro no primeiro trecho de um voo de ida e volta não ensejará o cancelamento automático do trecho de volta, desde que o passageiro comunique à empresa aérea até o horário do voo de ida

COMPENSAÇÃO FINANCEIRA EM CASO DE NEGATIVA DE EMBARQUE/PRETERIÇÃO
• A empresa aérea deverá compensar o passageiro que compareceu no horário previsto e teve seu embarque negado
• A empresa aérea deve efetuar, imediatamente, o pagamento de compensação financeira ao passageiro, podendo ser por meio de transferência bancária, voucher ou em espécie, no valor de 250 DES* para voo doméstico e de 500 DES*, no caso de voo internacional, além de outras assistências previstas em norma

ASSISTÊNCIA MATERIAL EM CASO DE ATRASO E CANCELAMENTO DE VOO (REGRA INALTERADA)
• A assistência material consiste em: direito a comunicação depois de uma hora de atraso, de alimentação, após duas horas de atraso, bem como as seguintes alternativas, após quatro horas de atraso, à escolha do passageiro: reacomodação, reembolso integral ou execução do serviço por outra modalidade de transporte
• O direito de assistência material (comunicação, alimentação e acomodação) não poderá ser suspenso em casos de força maior (como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto) ou caso fortuito

PRAZO PARA REEMBOLSO
• Por solicitação do passageiro, o reembolso ou estorno da passagem deve ocorrer em até 7 dias da solicitação. O reembolso também poderá ser feito em créditos para a aquisição de nova passagem aérea, mediante concordância do passageiro.

DEPOIS DO VOO

PROVIDÊNCIAS EM CASO DE EXTRAVIO, DANO E VIOLAÇÃO DE BAGAGEM
• Em caso de extravio, o passageiro deve fazer imediatamente o protesto
• O prazo para devolução de bagagem extraviada em voo doméstico foi reduzido de 30 para 7 dias e, em voos internacionais, será de 21 dias.
• Caso a empresa aérea não encontre a bagagem no prazo indicado, terá até sete dias para pagar a indenização devida (atualmente não há prazo definido)
• No caso de dano ou violação, o passageiro tem até sete dias para fazer o protesto
• A empresa aérea deve reparar o dano ou substituir a bagagem em até sete dias do protesto. Da mesma forma, deve indenizar a violação nos mesmos sete dias.

*DES = Direito Especial de Saque. 1 DES = R$ 4,57 (cotação de 12/12/2016 pelo Banco Central)

Fonte: ANAC



Passo a passo para você cobrar os seus direitos

É muito comum que o passageiro lesado deixe e reclamar seus direitos por não ter provas do ocorrido. Como provar um atraso de voo? Como provar que a companhia aérea não prestou a devida assistência em caso de atraso ou cancelamento de voo? Como provar que o dano causado na bagagem não ocorreu por culpa do próprio passageiro? Como provar o tempo de atraso do voo?

Essas são perguntas que vários passageiros se fazem, todos os dias, ao sofrerem abusos nos aeroportos brasileiros. Eis, então, o nosso objetivo de hoje: ensinar como você pode demonstrar que foi lesado e, assim, aumentar as suas chances de ser indenizado.
Primeiramente, o tipo de registro ou prova a ser produzido pelo passageiro vai depender do tipo de lesão. 
ATRASO E CANCELAMENTO DE VOO
No caso de atraso ou cancelamento de voo, o passageiro pode exigir que a companhia aérea lhe forneça, por escrito, declaração de atraso ou cancelamento, na qual devera constar o numero do voo, o tempo e o motivo do atraso e o nome do passageiro. O mesmo vale para o voo cancelado. 
Alem disso, tão logo constatado atraso superior a uma hora, o passageiro pode solicitar a disponibilização de meios de comunicação gratuitos. Após duas horas, alimentação adequada, também gratuitamente. Após quatro horas de atraso, pode solicitar a devolução do valor pago pela passagem, a acomodação em um hotel ou a reacomodação em outro voo, inclusive de companhia concorrente. Havendo negativa da companhia aérea, o passageiro poderá solicitar que esta seja também feita por escrito. Ambas as declarações deverão ser entregues de imediato ao passageiro e servirão a comprovar tanto a ocorrência do atraso, quanto a ausência de assistência material, ensejando o direito a indenização por danos materiais e morais.
Além disso, é fundamental que todos os gastos realizados pelo consumidor em razão do atraso ou cancelamento, sejam devidamente comprovados. Por essa razão, o passageiro deverá guardar todas as notas fiscais e comprovantes de pagamento referentes a alimentação, comunicação, hospedagem e transporte efetuados em razão da falha na prestação de serviços da companhia aérea. De posse desses comprovantes, o passageiro poderá requerer o ressarcimento por meio de ação judicial.
É comum que as companhias aéreas forneçam voucher para o consumidor, em caso de atraso de voo. Todavia, em muitos casos o valor do voucher é absolutamente incompatível com o custo dos alimentos e itens de higiene pessoal vendidos no aeroporto. Nesse caso, o consumidor deverá guardar, além dos comprovantes de pagamento, o voucher dado pela companhia, de modo a comprovar sua insuficiência e pleitear o ressarcimento dos valores gastos.
O passageiro poderá também se valer de registros fotográficos e de vídeos para comprovar o ocorrido. Comunicado o atraso, o passageiro pode fotografar o painel da sala de embarque, registrando a situação. Pode, ainda, filmar as longas filas e o caos durante a espera pelo embarque. 
Em caso de recusa da companhia em emitir as declarações solicitadas pelo passageiro, este poderá ainda se dirigir a Agencia Nacional de Aviação Civil – ANAC, localizada no próprio aeroporto, e fazer o registro de todo o ocorrido. 
EXTRAVIO OU FURTO DE BAGAGEM
Qualquer dano causado à bagagem do consumidor, bem como eventuais casos de extravio ou furto dos pertences pessoais do passageiro, devem ser comunicados imediatamente a companhia aérea, por meio de Relatório de Registro de Bagagem – RIB. O RIB nada mais e do que um formulário, disponibilizado pela própria companhia aérea, por meio do qual o passageiro comunicará e registrará o ocorrido. Com base nas informações prestadas pelo consumidor a companhia averiguará o ocorrido. Uma cópia do RIB deverá ser assinada pelo funcionário da companhia aérea e entregue ao consumidor.
Em caso de extravio de bagagem, a companhia deverá, ainda, disponibilizar de imediato itens de higiene pessoal e vestuário ao passageiro, que não poderá ser obrigado a arcar com seus recursos próprios com essas despesas, decorrentes de falha da própria companhia aérea. A bagagem extraviada deverá ser entregue ao passageiro em até 30 dias, no caso de voos domésticos, e 21 dias no caso de voos internacionais.
Não sendo a bagagem encontrada e entregue nesse prazo, o passageiro fará jus a indenização. O mesmo vale para a bagagem danificada que não for consertada pela empresa. 
Nesse caso, não sendo o problema resolvido pela companhia aérea, o passageiro poderá comprovar o ocorrido por meio da cópia do RIB fornecida pela empresa e assinada por um de seus funcionários. Além disso, a recusa a assistência material, tão logo comunicado o extravio ou furto, poderá ser comprovada por meio de declaração de recusa expressa da companhia, que poderá ser solicitada pelo consumidor. 
Não sendo entregues quaisquer desses documentos, o passageiro deverá procurar a ANAC e registrar o ocorrido.
Embora o passageiro tenha 15 dias para comunicar o extravio e 7 dias para comunicar a danificação ou o furto de objetos pessoais, o ideal é que a comunicação seja feita a companhia aérea ainda na sala de desembarque. Por essa razão, o consumidor deve verificar a integridade de sua mala e relatar qualquer irregularidade a companhia assim que a retirar da esteira de bagagens. Todavia, caso constate qualquer problema já em sua residência, poderá ainda exigir o ressarcimento. 
Esse tipo de reclamação vem crescendo de forma assustadora no Brasil. Segundo a ANAC, somente em 2010 foram registradas 7.170 reclamações envolvendo danos, furtos e extravios de bagagens, um aumento de 74% em ralação ao ano anterior.
Alguns cuidados prévios podem ser tomados pelo passageiro:
– identificação das bagagens: o passageiro deve identificar suas bagagens, por meio de etiquetas e sinais de fácil identificação, como fitas coloridas e adesivos. Na etiqueta deve ainda colocar seu nome e telefone de contato.
– declaração de conteúdo: o passageiro pode solicitar a própria companhia aérea formulário de declaração de conteúdo, por meio do qual registrará os itens contidos na bagagem. Nesse caso, a companhia poderá cobrar pela declaração, bem como vistoriar a bagagem para se certificar da existência dos bens declarados.
– proteção: as bagagens devem ser trancadas com cadeados e demais dispositivos de segurança, dificultando sua abertura ou violação. Pode ainda ser envolvida por plásticos grossos, encontrados nos próprios aeroportos. Tal precaução dificultara que criminosos violem a bagagem e furtem objetos pessoais sem chamar a atenção dos funcionários da companhia aérea ou da empresa encarregada pelo transporte das bagagens.
– demais recomendações: para evitar maiores transtornos, o passageiro deve sempre manter um muda de roupa em sua bagagem de mão. O mesmo vale para objetos de valor, que devem, sempre que possível, ser transportados na bagagem de mão. Nesse caso, recomenda-se que o passageiro também faça a declaração do conteúdo da bagagem de mão, pois transtornos podem ocorrer inclusive com esse tipo de bagagem.
CANCELAMENTO DE PASSAGEM AÉREA PROMOCIONAL
É comum que o passageiro tenha sua passagem cancelada pela companhia aérea ao argumento de erro no anúncio. Nesse caso, ainda que de fato tenha ocorrido erro na confecção do anúncio, tendo sido anunciado preço equivocado, o passageiro que adquiriu a passagem tem direito de utilizá-la. Por essa razão, é sempre importante que o consumidor guarde o bilhete de passagem e registre a ocorrência, por meio de reclamação junto a própria companhia aérea e junto a ANAC.
O Código de Defesa do Consumidor dispõe, em seu art. 30, que toda oferta realizada pela empresa a vincula, obrigando-a ao seu cumprimento. Nesse caso, o passageiro que adquiriu a passagem promocional não pode ser impedido de utiliza-la, ainda que a empresa prove o erro. 
De posse do bilhete adquirido e do protocolo de reclamação, junta a empresa ou a  ANAC, comunicando a recusa da companhia em cumprir a oferta, o consumidor poderá pleitear, judicialmente, seu cumprimento forçado em outra data, além de indenização por danos materiais e morais.
Caso a companhia comunique, em data anterior a da viagem, o cancelamento da passagem por erro no anúncio, o passageiro poderá, de posse do bilhete e do comunicado da empresa – se for feito pelo telefone, de posse do protocolo – requerer judicialmente que o bilhete seja aceito pela companhia, na data marcada para a viagem. Nesse caso, o juiz poderá exigir o cumprimento da oferta pela empresa, garantindo previamente o direito do passageiro de realizar a viagem. A companhia não poderá cobrar nenhum valor adicional do consumidor nesse caso.
DEMAIS OCORRÊNCIAS
As demais ocorrências poderão ser registradas pelo consumidor por meio de reclamações junto a própria companhia aérea e à ANAC – Agencia Nacional de Aviação Civil. Nesse caso, o passageiro deverá exigir cópia da reclamação, assinada pela empresa, ou número de registro desta. O consumidor pode também sempre se valer de registros fotográficos e de video.
O importante é conseguir demonstrar o ocorrido. Todavia, cabe notar que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao consumidor a inversão do ônus da prova, quando, a critério do juiz, for ele mais fraco do que a empresa, ao ponto de não conseguir sequer provar o ocorrido. Nesse caso, poderá o consumidor narrar todo o ocorrido, pleiteando a respectiva indenização, cabendo a empresa o ônus de provar que não houve falha na prestação de seus serviços. Ou seja, a companhia que deverá provar que não errou.
Por essa razão, é fundamental que o passageiro, por menos registros que possua, não deixe de reclamar contra violações a seus direitos, pois, somente assim, será capaz de contribuir para a melhoria na prestação dos serviços aéreos.
Quer conhecer mais sobre os direitos que o Código de Defesa do Consumidor lhe assegura, de forma simples e descomplicada? 

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