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Em abril o número de voos em todo o mundo caiu 80% em relação a 2019, diz IATA

As companhias aéreas estão no centro de uma cadeia de valor que mantém cerca de 65,5 milhões de empregos em todo o mundo.

A crise da COVID-19 causará uma redução de US$ 314 bilhões das receitas de passageiros das companhias aéreas de todo o mundo em 2020, uma queda de de 55% em relação a 2019. A A análise mais recente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association), entidade que representa cerca de 290 empresas aéreas que abrangem 82% do tráfego aéreo global.

Segundo a IATA, no início de abril o número de voos em todo o mundo caiu 80% em relação a 2019, em grande parte devido às rigorosas restrições de viagens impostas pelos governos para combater a propagação do vírus. Em 24 de março entidade estimou perda de US$ 252 bilhões em receitas (declínio de 44% em relação a 2019) em um cenário de restrições rigorosas de viagens com duração de três meses.

Os números atualizados refletem a situação ainda pior desde a última análise, com base nos seguintes parâmetros:

• Restrições domésticas rigorosas com duração de três meses.

• Algumas restrições às viagens internacionais além dos três meses iniciais.

• Impacto severo em todo o mundo, incluindo a África e a América Latina (ainda com menor número de casos confirmados da doença, e que, na análise de março, poderiam ter impacto menor).

A demanda (nacional e internacional) de passageiros em todo o ano deve ter redução de 48% em relação a 2019. Os dois aspectos principais que impulsionam essa queda são:

Desenvolvimentos econômicos gerais: O mundo está caminhando para a recessão. O choque econômico da crise da COVID-19 deve ser mais grave no segundo trimestre, quando o PIB deverá diminuir 6% (para fins comparativos, o PIB encolheu 2% no auge da crise financeira global de 2008).

A demanda de passageiros segue de perto a trajetória do PIB. Considerando somente o impacto da redução da atividade econômica no segundo trimestre, teríamos como resultado uma queda de 8% na demanda de passageiros no terceiro trimestre.

Frase….

“As perspectivas do setor ficam mais sombrias a cada dia. A escala da crise torna improvável uma recuperação do tipo “V”. Na prática teremos uma recuperação do tipo “U”, com a retomada mais rápida das viagens domésticas e, posteriormente, do mercado internacional. Estimamos queda acima de 50% na receita de passageiros, o equivalente a US$ 314 bilhões. Vários governos adotaram ou expandiram suas medidas de ajuda financeira, mas a situação permanece crítica. As companhias aéreas podem acabar com US$ 61 bilhões de suas reservas de caixa só no segundo trimestre. Isso coloca em risco 25 milhões de empregos que dependem da aviação. E sem essa ajuda urgente, muitas companhias aéreas não sobreviverão para liderar a recuperação econômica”

Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA

Ajuda financeira dos governos

A IATA recomenda que os governos incluam a aviação nos pacotes de estabilização. As companhias aéreas estão no centro de uma cadeia de valor que mantém cerca de 65,5 milhões de empregos em todo o mundo. Cada um dos 2,7 milhões de empregos em companhias aéreas sustentam outros 24 empregos na economia.

O que a IATA pede

Suporte financeiro direto a transportadoras de passageiros e cargas para compensar a queda nas receitas e liquidez atribuível às restrições de viagens impostas devido à COVID-19;

• Empréstimos, garantias de empréstimos e apoio ao mercado de títulos corporativos de governos ou bancos centrais. O mercado de títulos corporativos é uma fonte vital de financiamento para as companhias aéreas, mas a elegibilidade destes títulos para apoio ao banco central precisa ser ampliada e garantida pelos governos para fornecer acesso a um grande número de empresas.

• Isenção de impostos: Descontos nos impostos sobre os salários pagos até o momento em 2020 e/ou prorrogação das condições de pagamento para o restante de 2020, além de renúncia temporária aos impostos sobre passagens e outras taxas impostas pelos governos.

 

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