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Infraero deixa o Aeroporto da Pampulha e entrega administração para o Governo de Minas

A Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), que ficará responsável pela Pampulha, fará a transição com a Infraero até o final deste ano.

A partir de janeiro de 2021 o Aeroporto da Pampulha, localizado a 9 km do centro de Belo Horizonte, passará a ser gerenciado pelo Governo de Minas. Sem nenhum voo comercial desde setembro de 2019, o aeroporto é gerenciado atualmente pela Infraero. Uma fonte do Ministério da Infraestrutura, que delegou a Pampulha para o Governo de Minas, informou que o aeroporto terá um ousado plano de aviação regional. Leia abaixo nota do Governo de Minas sobre o assunto.

A Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), que ficará responsável pela Pampulha, fará a transição com a Infraero até o final deste ano. A Azul tem na Pampulha um hangar de manutenção de suas aeronaves, além de uma boa movimentação dos jatos particulares.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou portaria, nesta quarta-feira (17), em que revoga a atribuição da Infraero de administrar o aeroporto. Um convênio entre o Ministério da Infraestrutura e o Governo de Minas, também assinado nesta quarta, formaliza o processo de transferência, que deve ocorrer até 31 de dezembro deste ano.

“A transferência da gestão do Aeroporto da Pampulha é uma antiga demanda do Governo de Minas Gerais e significa o início do processo de transformação do aeroporto, que possui importância estratégica para o estado”, disse o ministro, durante assinatura da ordem de serviço para obras na BR-367/MG, em evento on-line com a presença do governador Romeu Zema e de deputados da bancada mineira.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, as equipes técnicas dos governos federal e estadual já estão trabalhando em conjunto para efetivar a transferência da exploração do aeroporto. O período da outorga será de 35 anos.

De janeiro a junho de 2018 a Pampulha registrou R$ 11,1 milhões em receitas operacionais de janeiro a junho deste ano.  Segundo a Infraero, que gerencia o aeroporto, as despesas operacionais ficaram em R$ 25,8 milhões, gerando prejuízo líquido de R$ 15,7 milhões nos seis primeiros meses do ano. O custo médio mensal das despesas operacionais é de R$ 4,3 milhões.

Nota do Governo de Minas

A delegação do Aeroporto da Pampulha para o Estado de Minas Gerais é resultado do mútuo entendimento entre Estado e União quanto à vantajosidade do modelo para ambos. Com a delegação e futura concessão do aeroporto, o Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) busca adotar um modelo eficiente de operação e exploração do aeródromo, que coadune com as políticas de desenvolvimento sustentável da aviação em Minas Gerais e do vetor norte da RMBH. Para tanto, a Seinfra estudará o melhor modelo para operação do aeródromo. Importante destacar que a Infraero continuará responsável pela operação até dezembro de 2020.

Pampulha perde o último voo comercial; entenda o que aconteceu

Com o encerramento dos voos para Teófilo Otoni, o Aeroporto da Pampulha terá apenas operações da aviação executiva (táxi aéreo) e de um avião Embraer 190 da empresa Vale.

O único voo comercial que era operado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, foi encerrado na segunda-feira (02/09), deixando o terminal localizado a 9 km da capital mineira ainda mais abandonado. O voo que era realizado de segunda à sexta-feira para cidade de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, foi encerrado pela Real Aviation Services. O motivo foi a baixa taxa de ocupação das aeronaves.

Os voos eram realizados desde 1° de julho deste ano pelo TWOFlex, mas a operação era de responsabilidade da Real Aviation Services. As duas empresas criaram essa rota para atender a um pedido de moradores, políticos e empresários de Teófilo Otoni. Eles chegaram a criar um fundo para cobrir o déficit destes voos, as a ajuda não foi suficiente. A Real Aviation Services decidiu suspender as operações porque o prejuízos estão cada vez maiores por causa da baixa ocupação das aeronaves.

No final de julho deste ano o governador Romeu Zema (Novo) decidiu acabar com o projeto Voe Minas Gerais. Os voos para as cidades do interior do estado eram operados pelo TWOFlex em aviões Caravan de 9 assentos. O governador acabou com esses voos porque eles davam prejuízo aos cofres do estado. Os voos mais rentáveis eram de Belo Horizonte para Caratinga e Teófilo Otoni. O sucesso destas rotas ocorriam em função das viagens cansativas e perigosas pela BR-381, a “rodovia da morte”.

Com o encerramento dos voos para Teófilo Otoni, o Aeroporto da Pampulha terá apenas operações da aviação executiva (táxi aéreo) e pousos e decolagens de um avião Embraer 190 da empresa Vale. Essa aeronave transporta exclusivamente funcionários e familiares da mineradora da Pampulha para Carajás e São Luis. Os voos  são às segundas e sexta-feiras.

O que achou do fim dos voos? Você é a favor da liberação dos voos com jatos na Pampulha? Deixe aqui a sua opinião!

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Teófilo Otoni e Caratinga terão voos a partir de julho sem o apoio do Governo de Minas

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