Irlanda muda regras de permanência de estudantes. Visto será reduzido de 12 para oito meses

A Irlanda
aprovou mudanças no seu sistema educacional. Agora, estudantes que
farão intercâmbio no país terão visto de permanência reduzido de
um ano para oito meses. A mudança valerá a partir do dia 1º de
outubro. Os alunos que já estão no país, e que tirarem o visto até
a data se enquadram na antiga regra.


Segundo
o governo
irlandês, a reforma visa proporcionar uma mudança duradoura no
setor, além de conter abusos que vinham acontecendo no sistema.
Apesar das
mudanças, a
duração das aulas continua a mesma, de 25 semanas (seis meses). O
período de férias também irá diminuir, de 25 semanas para oito
semanas.
As
regras para o período de trabalho continuarão as mesmas: 20 horas
semanais durante as aulas e 40 horas semanais durante as férias –
desde que o contrato seja realizado entre os meses de maio e agosto e
de 15 de dezembro a 15 de janeiro. A diferença é que os alunos que
se matriculam em um curso de 25 semanas, só podem ficar mais oito
semanas de férias no país, em vez das 25 anteriores, o que dá um
total de oito meses de permanência.
“Com
a nova regra, será possível renovar o visto por mais dois períodos
de igual duração. Desse modo, um aluno poderá passar, no total,
até dois anos estudando inglês na Irlanda, ao contrário dos atuais
três anos”, afirma Fernanda Lassala, gerente de produtos da S7
Study, agência de intercâmbio especializada em destinos de língua
inglesa. Já os estudantes de graduação e pós-graduação
continuam com a permissão de visto para 12 meses.
Com
o intuito de evitar problemas aos alunos, o governo da Irlanda
aumentou as exigências e a fiscalização. Para funcionar, as
escolas precisarão ter o selo ACELS, que comprova um nível de
qualidade emitido pelo QQI (Quality
and Qualifications Ireland
)
e estar inseridas em um programa de Learner
Protection
,
que é uma comprovação de que o aluno será realocado caso ocorra
qualquer problema com o colégio em que está matriculado.
“Essas
mudanças começaram a acontecer no final de 2014, devido ao grande
aumento de escolas de inglês no país. Com a grande procura dos
estudantes, o número de escolas também cresceu, porém nem todas
entregaram um serviço de alta qualidade. Essas mudanças privilegiam
os intercambistas que buscam um alto padrão de ensino atrelado a um
mercado de trabalho sadio”, diz Cristiano Simões, sócio-diretor
da S7.

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