Novos voos regionais só a partir de março de 2015. Juiz de Fora não terá frequência da Passaredo para Guarulhos


A implantação do Plano de Desenvolvimento Regional, prevista para 2015, causou alvoroço aos passageiros das cidades do interior que não são atendidas pelas companhias aéreas. Mas as notícias não são boas! Das grandes empresas do mercado, a única em condições de atender de imediato esse mercado é a Azul. TAM, Gol e  Avianca não têm aeronaves para operar nos aeroportos regionais.


Caso decidam comprar aviões menores, como o ATR-72 usado (70 assentos), modelo usado pela Azul, Passaredo e MAP, só irão receber essas aeronaves a partir de março de 2015. O motivo é que o mercado não tem aviões para entregas rápidas. Além disso, alguns aeroportos precisam de obras para receber voos, como o de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas.


A Passaredo, com sede em Ribeirão Preto, ainda não elaborou seu plano de compra de novas aeronaves. A companhia tem apenas nove ATR-72, com 70 lugares, em sua frota. Com isso, a Passaredo não terá como lançar no início de 2015 voo direto do Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora, para Guarulhos, na Grande São Paulo. Além de não ter aviões para novas rotas, a Passaredo não possui slots (autorização de pousos e decolagens) em Guarulhos.

O aeroporto da Serrinha está sem voos desde abril deste ano, quando a Azul transferiu suas operações para o Aeroporto Regional da Zona da Mata. A companhia Azul alegou que um estudo apontou riscos nos pousos e decolagens no Aeroporto da Serrinha. As outras cidades mineiras que perderam voos da Azul são Varginha, no Sul de Minas, e São João Del Rei, no Campos das Vertentes. A esperança das três cidades mineiras é criação de novas companhias. A Azul não pretende voltar a operar nesses municípios.
AZUL EM SÃO PAULO

A Azul deverá ser a mais beneficiada com o programa do governo por ser a empresa brasileira que mais oferece voos regionais. A companhia aguarda a concretização do subsídio para decidir o futuro das cidades paulistas de São José dos Campos e Araraquara.  Conforme o Tudo Viagem mostrou no dia 29 de outubro deste ano, a venda das passagens para os voos das duas cidades estão suspensas a partir de 21 de dezembro deste ano. Por causa da baixa taxa de ocupação em seus voos, a Azul pretendia fechar as duas bases, mas manteve por causa do plano de aviação regional.

A MAP Linhas Aéreas, com sede em Manaus, também será beneficiada com o programa. A companhia opera em Parintins, Lábrea e Carauari, no interior do Amazonas, além de atender as cidades no Pará de Altamira, Itaituba, Altamira, Santarém e Belém. A MAP tem em sua frota três  ATRs-42 (45 lugares) e dois  ATRs- 72 (70 assentos). Ainda neste ano a MAP pretende lançar voos nas cidades de Fonte Boa e São Paulo de Olivença, no Amazonas.

A Sete Linhas Aéreas, com sede em Goiânia, é outra que será beneficiada por atender voos regionais, mas a expansão das rotas depende de mais aeronaves. Em outubro deste ano a companhia lançou voos em São Luís e Imperatriz, no Maranhão.

2 Comments

  1. Na verdade não é surpresa Juiz de Fora perder mais isso, afinal é uma cidade que só afunda e perde sempre, faz décadas.Poucos dias atrás, na Câmara de Vereadores da cidade houve protesto na aprovação do orçamento do município pela miserável arrecadação local. Curioso é que ninguém percebe que o Serrinha sem voos comerciais só vai aprofundar a decadência da cidade, aliás com certeza percebem, mas fica só nisso! De fato mesmo, ninguém se manifesta porque faz tempo, Juiz de Fora é uma cidade loteada por interesses de alguns que já encontraram sua boquinha para sugar a cidade. A construção do aeroporto em Goianá também foi a serviço do abastecimento dessa boquinha que há décadas comanda a cidade e que agora vai chegando a um ponto insustentável. O Governo de Minas vai ter que reservar cada vez mais esmolas para sustentar Juiz de Fora que esta cada vez mais de pires na mão. Cidade de mais de meio milhão de habitantes, agora sem aeroporto, Expominas com mais de 10 anos sem nenhum evento e completamente sem perspectiva e continuará assim porque sem o Serrinha jamais dará certo. Mercedes-Benz praticamente fechando a fábrica local e o Governo de Minas continua de braços cruzados. Detroit brasileira é pouco par definir Juiz de Fora!

  2. Hoje, Juiz de Fora precisa muito mais de voos para Confins ou Pampulha do que Guarulhos, já que existe voo para Campinas em Goianá, que serve como alternativa para quem deseja ir a São Paulo. A pergunta é: a Passaredo tem slots na Pampulha? E Confins, a Passaredo pretende utilizar esse aeroporto? Os voos da Serrinha para BH saiam cm 60% de ocupação e crescendo rapidamente, eu mesmo fiz essa viagem para os dois aeroportos e pude constatar que demanda não falta. É muito estranho que nenhuma empresa se interesse por essa demanda reprimida que esta a disposição, basta lançar o voo.

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