Venda de seguro pelas companhias é uma armadilha

Celso Martins
 
 
Todas
as companhias são obrigadas a contratar um seguro para indenizar as
vítimas ou parentes dos passageiros que morreram ou ficaram feridas
em acidentes aéreos. Ou seja, para viajar não é preciso pagar nem
um tostão a mais.
Mas
na hora de vender as passagens, os sites de algumas companhias têm
truques que podem fazer com que você pague por um seguro extra que
você não contratou, uma verdadeira armadilha. A
TAM é que oferece o seguro mais barato (R$ 7,90). No site da
companhia a venda não vem pré-selecionada, conforme determina a
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
 
A
forma que a Azul oferece esse “serviço extra” para os seus
clientes é a mais chata. A tela com a mensagem “com ou sem seguro”
aparece em duas etapas. Parece que a empresa quer a todo custo que
você contrate o serviço no valor de R$ 19,90.
 
 
 
Na
Gol o cliente deve optar pela compra das passagens sem assistência
premiada de viagem. É a opção de número 2. Mesmo assim, na etapa
final do processo aparece o valor R$ 28,90 somado ao custo final da
viagem. O seguro só desaparece da tela quando o cliente escolhe a
forma de pagamento.
 
A
jornalista Leida Reis, de Belo Horizonte, quase deixou de comprar
passagem no site da Gol ao ver o valor do seguro que não contratou
somado ao custo final das passagens. Depois de várias tentativas,
dscobriu ao pagar com o cartão de crédito, que o valor do seguro
não é somado.
No
site da Trip, que fica no ar até 2 de dezembro, o seguro é vendido
por R$ 17,90. A opção de compra não vem pré-selecionada. O seguro
mais caro é da Avianca R$ 36,75, mas a empresa segue as
recomendações da Anac.
 
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