A passagem de José de Anchieta por diferentes regiões do atual território paulista deixou marcas que hoje integram roteiros turísticos e patrimônios históricos. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo destacou destinos que preservam lembranças da atuação do jesuíta, personagem diretamente ligado aos primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil.
Segundo a Agência SP, entre os principais pontos está Itanhaém, no litoral sul, onde Anchieta viveu entre 1563 e 1595. A cidade reúne um circuito com seis atrações associadas ao religioso, incluindo a Cama de Anchieta, formação rochosa utilizada por ele para descanso e composição de poemas, a Passarela de Anchieta, com vista para o mar, além do Pocinho de Anchieta, dos painéis artísticos em sua homenagem, do monumento localizado na Praça Narciso de Andrade e da Igreja Matriz de Sant’Anna.
Em Ubatuba, no litoral norte, a antiga Praia de Iperoig, atualmente chamada Praia do Cruzeiro, é lembrada como o local onde Anchieta compôs um poema dedicado à Virgem Maria com mais de 5.700 versos. Sem papel disponível, ele memorizava os textos e os registrava na areia com um cajado. O município também abriga a Ilha Anchieta, uma das maiores do litoral paulista, conhecida pelas trilhas, praias, ruínas de um antigo presídio e rica biodiversidade marinha.
Capital e interior mantêm homenagens ao jesuíta
Na capital paulista, a presença de Anchieta está ligada à fundação de São Paulo. O Pateo do Collegio, criado em 1554 por jesuítas liderados pelo padre Manoel da Nóbrega, contou com a participação do religioso. O local abriga a Igreja São José de Anchieta, que guarda relíquias do santo, além do Museu Anchieta. Outro marco é o monumento em bronze instalado na Praça da Sé durante as comemorações dos 400 anos da cidade.
No interior, Itu preserva referências à passagem do jesuíta pela antiga aldeia de Maniçoba, onde ele atuou junto aos povos indígenas. A homenagem está presente na atual Praça Padre Anchieta, área ligada às origens do município. Próximo dali ficam a Igreja Matriz, considerada um dos principais conjuntos do barroco paulista, e atrações turísticas conhecidas, como o Semáforo Gigante, o Orelhão Gigante e o Museu Republicano.
Outras cidades também integram a trajetória de Anchieta. Em São Vicente, onde chegou em 1553, ele aprendeu a língua tupi e elaborou a primeira gramática indígena da história. No Guarujá, realizou missas e atividades de catequese na Ermida de Santo Antônio do Guaibê, uma das igrejas mais antigas do país. Já em Bertioga, passou pelo Forte de São João antes de seguir para missões no litoral norte. Nascido em Tenerife, na Espanha, em 1534, Anchieta chegou ao Brasil em 1553, participou da fundação de São Paulo no ano seguinte, foi canonizado em 2014 e morreu em 1597, no Espírito Santo.

