Com capacidade atual para atender cerca de 29 milhões de passageiros por ano, 11 aeroportos administrados pela Aena passarão por ampliação e modernização para elevar esse número a mais de 40 milhões anuais. O conjunto de intervenções faz parte do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, apresentado nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros.
O projeto prevê R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES. Vinculada ao Novo PAC, a iniciativa deve alavancar investimentos totais estimados em R$ 9,2 bilhões, com foco no fortalecimento da infraestrutura aeroportuária e na ampliação da conectividade aérea em diferentes regiões do país.
Serão contemplados os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, Santarém, Marabá, Carajás e Altamira, no Pará, além de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais. A proposta busca ampliar a integração entre capitais e cidades do interior, além de estimular o desenvolvimento regional.
Congonhas concentra maior volume de recursos
Do total previsto, R$ 2,6 bilhões serão destinados ao Aeroporto de Congonhas. O terminal de passageiros terá a área ampliada para 135 mil metros quadrados, praticamente o dobro do tamanho atual. O número de pontes de embarque passará de 12 para 19 e o pátio de aeronaves será expandido. Também está prevista a ampliação da área comercial e melhorias operacionais.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o pacote representa o maior volume de investimentos já anunciado para a aviação brasileira em um período curto. Ele afirmou que, nos últimos três anos, o país saiu de 97 milhões para 130 milhões de passageiros transportados por ano, crescimento de mais de 30 milhões de usuários no setor.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a operação reúne inovações financeiras e integra um conjunto de projetos estruturantes apoiados pelo banco. Já o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, afirmou que o financiamento formaliza a maior operação do tipo na infraestrutura aeroportuária do país e reforça a parceria de longo prazo com o governo federal.
As obras já apresentam diferentes níveis de execução. Em São Paulo, Congonhas alcançou 29,60%. No Pará, Altamira soma 70,48%, Marabá 64,87%, Carajás 66,65% e Santarém 45,41%. Em Minas Gerais, Uberlândia registra 63,06%, Montes Claros 58,51% e Uberaba 56,13%. No Mato Grosso do Sul, Ponta Porã lidera com 79,61%, seguida por Corumbá, com 67,10%, e Campo Grande, com 60,43% das intervenções concluídas.
