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TAM e Gol querem que Anac proiba aviação executiva em Congonhas

A entidade que representa a aviação geral e executiva não concorda com a restrição em Congonhas
 
As
companhias TAM e Gol querem a exclusão da aviação executiva de
Congonhas, em São Paulo. A medida permitirá a abertura de novos
slots (pousos e decolagens) para entrada no aeroporto da Azul Linhas
Aéreas.

 

A
proposta das duas maiores companhias do país foram apresentadas à
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Atualmente possuem voos
diários em Congonhas as companhias TAM.,Gol, Avianca e Brava (antiga
NHT).

 

A
proposta das companhias TAM e Gol foi reprovada pela Associação
Brasileira de Aviação Geral (ABAG). A entidade alega que foi
surpreendida com a notícia.
“Sendo
um aeroporto público, a lei permite que a autoridade aeronáutica
faça restrições de ordem técnica ao uso, o que já ocorre com a
implantação dos slots em Congonhas. Entretanto, a proposta das
empresas aéreas sugere que a autoridade aeronáutica elimine as
operações da aviação geral/executiva, contrariando o dispositivo
legal (CBA) e os princípios de uso da coisa pública”, diz nota
divulgada pela associação.
Ainda
segundo a ABAG, a proposta da Anac, origem da polêmica, colocada em
debate, foi de redistribuição dos slots das empresas regulares que
operam no aeroporto para permitir a entrada de novas empresas, não
abrangendo a hipótese de eliminação de um setor da aviação civil
em favor exclusivamente de outro.
Os números de Congonhas
O
Anuário Brasileiro de Aviação Geral, publicado pela ABAG, aponta
que o Aeroporto de Congonhas foi o quarto maior em pousos e
decolagens de aeronaves da aviação geral em 2011, com 49.551
movimentos. Voos que conectaram São Paulo, via Congonhas, a nada
menos de 819 aeródromos em todo Brasil.
“Nunca
é demais dizer que as companhias aéreas comerciais brasileiras
servem a apenas pouco mais de 130 destinos em um país com mais de 5
mil municípios”, revela outro trecho da nota da associação.
Segundo
a ABAG, sem a aviação geral, seria impossível chegar a muitos
lugares com investimentos, novos negócios e indústrias. Ao
contrário do que se possa pensar, a aviação executiva não é
privilégio de uns poucos, é necessidade do país pela sua
capacidade de integrar regiões, gerando riqueza, inclusão social e
desenvolvimento a todo o território brasileiro.
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