Bonito é a capital brasileira do ecoturismo e sinônimo de encantamento natural. Mesmo surpreendendo o mundo com suas águas cristalinas, cachoeiras, grutas singulares e incrível biodiversidade, ainda é capaz de ir além. Um verdadeiro paraíso subaquático, diferente de tudo na região, foi descoberto e atende pelo nome de Nascentes da Palmeirinha, que serão abertas ao público na primeira quinzena de novembro.
Mas o que pode ir além das cristalinas águas azul-turquesa? Incontáveis nascentes e fervedouros pulsantes, rodeados por jardins subaquáticos esplendorosos com raras flores e trechos em que as algas parecem esculpidas, com formações que lembram corais marinhos. E, claro, milhares de peixes de diferentes espécies, que compõem uma riquíssima fauna aquática.
“Conheço muito bem todas as flutuações de Bonito e cada uma tem suas características, mas as Nascentes da Palmeirinha me surpreenderam, e olha que já vi muita coisa por aqui. A cada metro de rio aparece algo novo: o chão parece vivo com os fervedouros, jardins com flores brancas em alguns trechos, algas que se agrupam e formam surpreendentes estruturas densas e ramificadas. É encantador do início ao fim”, comentou Sebastião Amaro Junior, experiente guia de turismo de Bonito, com 30 anos de trabalho na área.
O novo atrativo turístico de Mato Grosso do Sul contará com as atividades de flutuação, trilha e passeio de barco.
Flutuação entre fervedouros e jardins subaquáticos
Além dos imensos e variados jardins aquáticos e das águas de transparência excepcional, as Nascentes da Palmeirinha guardam outra característica surpreendente: o chão do rio tem vida. Inúmeros fervedouros brotam da areia branca e a mantêm em movimento constante, como se o leito do rio respirasse. Entre eles, plantas aquáticas, cardumes de diferentes espécies e delicadas flores brancas que desabrocham debaixo d’água completam um cenário único em Bonito.
A experiência completa tem cerca de duas horas de duração, entre trilha, contemplação e flutuação. A flutuação começa nas baías, com três paradas estratégicas que permitem contemplar e explorar os cenários sem pressa. Em cada etapa, o visitante pode escolher entre descansar fora da água, fotografar ou seguir explorando o fundo do rio no próprio ritmo.
Depois, a flutuação segue por cerca de 600 metros rio abaixo. Ao longo do trajeto, cinco decks de apoio permitem pequenas pausas e oferecem ao visitante a liberdade de concluir o percurso no ponto que preferir, retornando ao receptivo por uma curta trilha de 150 metros.
Inédito no Brasil: o barco inteiramente transparente
Até hoje, conhecer o fundo dos rios de Bonito significava entrar na água. Agora, existe outra forma: um barco inteiramente transparente, em que o próprio casco vira janela para o rio. Inspirada em experiências de turismo de natureza de importantes destinos ao redor do mundo, a atividade é inédita no Brasil.
Elétrico e silencioso, o barco desce lentamente, levado pela correnteza, ao longo de 600 metros de rio. Sob os pés do visitante passam jardins aquáticos, cardumes em movimento e a impressionante nitidez das águas. Ao redor, a mata ciliar, as grandes árvores e as aves completam a paisagem. Pela primeira vez, o que acontece sob a superfície e sobre ela cabe no mesmo olhar. É como flutuar sem tocar a água: uma nova perspectiva para quem já flutuou e uma forma única de viver esse cenário para quem prefere não entrar no rio.
Um novo conceito de estrutura em Bonito
O atrativo conta ainda com uma estrutura completa de bem-estar, gastronomia e lazer, para que o visitante possa aproveitar o dia em um ambiente de grande beleza e importância ecológica.
Com uma arquitetura contemporânea totalmente integrada à paisagem, o receptivo das Nascentes da Palmeirinha une conforto e natureza em um mesmo cenário. Duas piscinas amplas, sendo uma delas aquecida, áreas de descanso e serviço de bar convidam a aproveitar o dia sem pressa, antes ou depois dos passeios.
No restaurante, o almoço típico de fazenda valoriza os ingredientes frescos produzidos na região. O espaço conta ainda com palco e estrutura para eventos e celebrações personalizadas.
História da Fazenda Palmeirinha está ligada ao nascimento do turismo de Bonito
Em 1957, Victalino Garcia de Souza e Dona Nena chegaram a Bonito e adquiriram a fazenda que incluía a região da Palmeirinha. Na época, Bonito ainda não era um destino turístico, e a Gruta do Lago Azul era apenas um lugar de que se ouvia falar.
Os poucos curiosos que tentavam encontrá-la acabavam batendo à porta de Dona Nena, que, por gentileza, os guiava até a gruta. Sem saber, ela ajudava a escrever os primeiros capítulos de uma história que, décadas depois, faria de Bonito uma referência mundial em ecoturismo.
Foto: divulgação / Nascentes da Palmeirinha
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