O Aeroporto de Montes Claros Mário Ribeiro, no Norte de Minas Gerais, passa por uma transformação que deve elevar a capacidade do terminal para 500 mil passageiros por ano. As intervenções, acompanhadas nesta terça-feira (29) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, são executadas pela concessionária Aena e têm previsão de conclusão até o fim de 2026.
Com as obras, o terminal de passageiros mais que dobrou de tamanho. A área comercial também foi ampliada, passando de aproximadamente 80 metros quadrados para mais de 660 metros quadrados. Os trabalhos incluem ainda melhorias nos setores de check-in, embarque e restituição de bagagens.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o pátio de aeronaves está sendo ampliado de 20 mil para 45 mil metros quadrados, aumentando a área disponível para as operações. Segundo o diretor-geral da Aena Brasil, Joaquín Rodríguez, a nova configuração permitirá que o aeroporto esteja preparado para receber novas companhias aéreas e ampliar a quantidade de operações.
A ampliação ocorre em meio ao aumento da movimentação no terminal. Em 2025, mais de 340 mil passageiros utilizaram o aeroporto, número superior em mais de 40% ao registrado em 2022. Atualmente, são dez voos diários, cinco chegadas e cinco partidas, com conexões para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e para Belo Horizonte.
Investimentos também miram combustível sustentável
Durante a visita, Tomé Franca afirmou que a expansão da infraestrutura busca acompanhar o crescimento da demanda regional e contribuir para a geração de empregos e renda. As obras são realizadas sem a paralisação das atividades do aeroporto e fazem parte de um pacote de investimentos superior a R$ 200 milhões.
O ministro também esteve no Acelen Agripark, centro de tecnologia dedicado à macaúba. Instalado em uma área de 138 hectares, o espaço trabalha com melhoramento genético e produção de mudas, podendo germinar 1,7 milhão de sementes por mês e produzir 10,5 milhões de mudas anualmente. A oleaginosa será utilizada pela Acelen Renováveis na produção de combustível sustentável de aviação, o SAF, e diesel renovável, o HVO.
O projeto prevê o cultivo da macaúba em áreas degradadas, com participação de agricultores familiares e pequenos produtores. A futura biorrefinaria, prevista para São Francisco do Conde, na Bahia, deverá produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano. A previsão é que a unidade comece a operar em 2029.

